Enfim, chegou a hora de conhecermos o Morro do Castelo! A subida não é nada simples e nos pareceu a subida mais cansativa que fizemos no Pati. Não é impossível, mas vá se preparando psicologicamente para o desafio. Contudo, a vista lá de cima compensa e muito o esforço.
| Cachoeira do Funil |
Decidimos começar esse dia conhecendo a Cachoeira do Funil que rende um bom banho gelado. Lanchamos e fomos encarar o Castelo. A subida é bem íngreme com muitas pedras e quando você pensa que está acabando, aparece mais subida. Na base é preciso atravessar uma caverna onde é necessário o uso de lanterna e talvez blusa se você for friorento, pois dentro é bem gelado e escuro.
| Saída da Caverna |
Depois é só subir mais um pouquinho e lá está a maravilhosa vista do Vale do Pati com suas montanhas e depressões. Tivemos sorte e pegamos um céu bem aberto e azul, mas por conta da descida que nos esperava resolvemos não ficar para esperar o por do sol, que deve ser lindo lá de cima.
| Vista do Vale do Pati (em cima do Castelo) |
No terceiro dia no Vale, fomos conhecer o Cachoeirão, outro cartão postal da região. A queda é muito maior que a da Cachoeira da Fumaça e a paisagem no entorno é estonteante. São diversas quedas que podem ser observadas de dois pontos quando acessada por cima e são tão altas que nem cabem na foto, só os olhos podem registar mesmo.
| Cachoeirão |
A trilha para o Cachoeirão é relativamente tranquila, já que boa parte dela é feita por um platô, o que judiou foi o sol da Bahia que não deu trégua em nenhum momento. Na volta, resolvemos voltar por outro caminho para curtir o visual, conhecido com “A Fenda”.
| Vista do Vale (Cachoeirão lado oposto) |
A descida é bem íngreme e feita na maior parte em mata fechada, então é menos sol na moleira, mas mais limo no chão! O visual é lindo e vale o esforço.
| Fenda |
Ao retornar à casa do André para a última noite no Pati enfrentamos mais um banho gelado e esquentamos o estomago com mais um banquete quentinho preparado pelo Flor no fogão a lenha. As noites no Pati são bem frias, por incrível que possa parecer, então, blusa e cobertor são indispensáveis por lá.
| Janta no fogão a lenha |
E cuidado com as aranhas, pois uma resolveu ir dormir dentro da minha calça que estava pendurada na parede, imagina a emoção! Sorte que quando estou no mato, sempre sacudo tudo antes de vestir.











A trilha é leve, toda calçada e sinalizada para diminuir o impacto do turismo no parque. Infelizmente, não se pode chegar muito perto da cachoeira, mas a vista é impressionante. Os caldeirões são liberados para banho, mas como era um dia frio, resolvemos não experimentar.
No dia seguinte optamos por fazer uma trilha fora da área do Parque, em uma área particular em que só é permitida a entrada com guia, a Trilha do Ermitão. A propriedade fica ao lado do parque e conta com formações rochosas impressionantes, parecidas com as que vimos nos Cânions do Parque. A trilha é leve, mas longa. Ela passar por mirantes, entra mata a dentro, eleva a uma pequena queda d’água no paredão e por fim a um imenso rio que corta a região do Guartelá. No retorno tomamos um típico café da região na casa da proprietária da área, foi uma delícia.