sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Primeira visita ao PETAR


No último feriado, decidimos encima da hora aproveitar para conhecer o famoso Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira – PETAR, que fica na cidade de Iporanga-SP. Não planejamos nada, simplesmente pegamos o carro e fomos!



E como acontece em toda viagem feita sem planejamento, um monte de coisas deram errado, a começar pelo caminho. Pegamos a Castelo ao invés da Regis e tivemos que passar por Apiaí e pegar a estrada de terra para chegar a Iporanga, mas no final deu tudo certo. Chegamos à cidade e encontramos uma Pousadinha boa e barata para ficar, a Casa de Pedra.

Para encontrá-la é só seguir as placas que tem pela cidade, foi assim que agente achou. Ela fica perto da praça da igreja matriz. A proprietária é uma pessoa muito simpática e tem dois ladradores lindos. As instalações são boas e o preço também, além do que, à noite eles servem um jantar muito gostoso e barato.

No dia seguinte pegamos o carro e fomos ate o núcleo Santana, do Parque. Lá contratamos um guia, que é um item obrigatório para entrar no Parque, e fomos conhecer as cavernas Santana, Couto e Morro Preto. Elas ficam praticamente na entrada do Parque e são muito interessantes.

Caverna Santana

Caverna Couto
Também tínhamos a idéia de conhecer a Caverna da Água Suja, mas estava muito frio e para acessá-la e preciso atravessar um rio com água na cintura, então deixamos essa para uma próxima visita.
Não aconselhamos pegar guias na porta do Parque como fizemos, por pura falta de conhecimento. Eles cobram muito mais caro pelo acompanhamento, que os guias da cidade e são cheios de artimanhas para te enganar e tirar mais dinheiro de você.

No segundo dia, pegamos uma indicação de um guia legal e honesto com a dona da Pousada e fomos conhecer o Portal da Caverna Casa de Pedra. A trilha é tranqüila e muito gostosa e o visual incrível, eu recomendo!

Portal de Pedra
Entrar dentro da caverna é proibido, mas só o visual daquela entrada enorme compensa. Fora que na trilha tem um rio lindo, que rende um banho se você estiver a fim.

Iporanga é uma cidade pequena e dispõe de poucos lugares para comer, então além da comida da pousada, provamos um restaurante novo que fica em frente a igreja. Ele oferece pratos mais requintados, mas é bem saboroso e tem comida vegetaria! Mas o preço é bem salgado, então não da para se animar muito.

Em breve, pretendemos voltar ao PETAR, quando o tempo estiver mais quente, para conhecer a caverna da Água Suja e outras atrações do lugar, porque essa visita nos deixou com gostinho de quero mais.

domingo, 24 de julho de 2011

Rio Grande da Serra (Trilha da Ferradura)



- Trilha do Lamaçal ou da Argila

Depois de algumas viagens pelo Brasil em busca de trilhas, fomos convidados por um amigo a fazer uma trilha em São Paulo mesmo, mais especificamente em Rio Grande da Serra. Combinamos de nos encontrar em uma estação de Trem para seguirmos rumo a Rio Grande da Serra, que apos esta trilha descobrimos o por que lá é apelidado de Rio Grande das TREVAS...rs...

Pegamos o trem e seguimos, descendo na estação optamos por fazer uma parada em uma padaria logo em frente para reforçarmos a nossa alimentação, após um pão com queijo e um suco de laranja, e agora com o grupo todo junto, seguimos para o ponto de ônibus rumo à trilha. Pegamos o ônibus e seguimos, descemos em uma estradinha que não tinha nada de um lado e muito menos do outro.

Andamos uns 700 metros e logo avistamos uma pequena trilha ao lado da estrada, e por lá seguimos, mas tudo isso acompanhado por um amigo que é um guia muito experiente e que sabia exatamente por onde ir.

Logo nos primeiros metros de caminhada, descobrimos o porquê desta trilha também ser conhecida como trilha do Lamaçal, com lama para todo lado seguimos em frente. No inicio não estamos dando muito credito para a trilha, pois estávamos seguindo um caminho com as algumas torres de energia, não parecendo que estavamos em uma trilha, mas apenas perdidos e foi ai que nos enganamos.


Após 1h30 de caminhada chegamos ao inicio de nossa descida, ao lado de um pequeno riacho e logo fui descobrir que se tratava de uma cachoeira. Nem parecia que estávamos em São Paulo, muito menos tão próximo da cidade. Após 3hs de descida fizemos uma parada para descansar e comer alguma coisa.

Chegamos então no final da descida e para nossa surpresa se iniciava logo em seguida a nossa subida, que para nosso espanto, também era feita beirando uma cachoeira. Muitos locais pareciam ser impossíveis de se passar, mas mesmo com algumas dificuldades fomos subindo. Seguimos então pela Trilha da Yumi, já lá pelas suas 6hs de trilha, mas já fazendo o caminho final.


Neste ponto a nevoa já não nos deixava ver muito do horizonte. Foi quando percebemos afinal que não sairíamos da trilha antes do anoitecer. Com apenas duas lanternas no grupo fomos seguindo as ultimas 2 horas de trilha, com muita lama, escorregas e trupicadas.

Em fim chegamos ao final de uma das melhores trilhas que fizemos, não só pela beleza, mas também pela aventura noturna e suas dificuldades. Voltamos para a estrada, onde finalmente descobrir o porque do apelido: não se via um palmo a frente naquela escuridão e neblina! Pegamos o ônibus de volta e em fim casa...

Cambara do Sul

Chegou o tão esperado passeio por Cambara do Sul, ou melhor, pelo Cânion do Itaimbezinho! Fechamos por uma agencia este passeio, pois não conseguimos alugar um carro devido à alta procura no feriado. O Cânion fica entre Canela e Cambara do Sul, são aproximadamente 110 Km de estrada boa.

O nome Itaimbezinho significa “ita=pedra” e “aimbé=cortada, afiada”, ou seja, pedra cortada ou pedra afiada, mas podia ate ter qualquer nome, que mesmo assim não ia conseguir descrever sua beleza e magnitude. Mas antes de tentar descrever este local, chegando lá descobrimos outras trilhas oferecidas. Uma sendo por cima do Cânion (nível fácil) e outra por dentro do Cânion (nível médio / difícil).


Fizemos neste dia a trilha mais fácil, por cima do Cânion. Uma trilha simples de duração de 3 a 4 horas, passando pelo entorno das formações, mas mesmo não sendo a trilha que gostaríamos de fazer (pois preferíamos a por dentro do Cânion), a visão de um lugar tão maravilhoso e imenso valeu a viajem!

Agora temos mais uma tarefa para a nossa lista de afazeres, que será de fazer a trilha por dentro do Cânion Itaimbezinho, mas isso deixaremos para outra viajem, pois o feriado já estava acabando.

Após este passeio maravilhoso, voltamos para Canela e ficamos aguardando pelo nosso transporte e vôo de volta para Sampa, satisfeitos com a viagem, mas não saciados.

Cachoeira do Caracol



Saindo de Canela, existem duas opções para ir até a Cachoeira do Caracol, que fica entre as cidades de Canela e Gramado, no Parque do Caracol. Infelizmente é muito distante para ir caminhando, mas de Canela você tem a opção mais utilizada que é a de contratar uma agencia que vai lhe cobrar um translado de R$ 45 por pessoa ou a opção mais econômica que é pegar um ônibus na Rodoviária que te deixa na frente do Parque, mas este ônibus só passa em um horário,às 8h e volta do Parque para Canela ás 12h e às16h.

Chegando ao Parque é cobrada uma pequena taxa de visitação, mas o parque oferece uma ótima infra-estrutura turística, com banheiros, lanchonete e etc. Mas falando sobre a Cachoeira do Caracol, antes de você chegar próximo a este lindo monumento da natureza, deve-se enfrentar os 927 degraus de uma escada de ferro. A visão é fantástica, mas uma coisa não se pode esquecer neste momento ao vislumbrar a cachoeira:. existem mais 927 degraus para voltar ao Parque!

Não querendo fazer esta descida, você ainda se pode ver a cachoeira por dois mirantes, um encima de uma torre ao custo de R$ 5 por pessoa, e outro grátis um pouco depois das escadas em uma plataforma de madeira.

Aproveite a sua estadia neste Parque e faça as pequenas trilhas que existem lá e conheça o rio em que se forma a cachoeira. Além de visitar a feirinha de artesanato que tem no parque, próximo a entrada.

Para completar o passeio pelas Serras Gauchas, fizemos um passeio por Cambara do Sul para conhecer o Cânion do Itaimbezinho.

Veja em nosso próximo post!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Friozinho das Serras Gaúchas

Para fugir do agito do Carnaval, este ano resolvemos aproveitar o feriado para conhecer as Serras Gaúchas.

Pegamos um avião até Porto Alegre e de lá contratamos um serviço de transfer para nos levar até Canela-RS, onde resolvemos nos hospedar. Entretanto, é possível fazer esse percurso de ônibus que sai de hora em hora, por um valor bem menor, mas infelizmente só descobrimos isso quando chegamos lá.

Canela é uma cidade fofíssima e bem interiorana. Ficamos apaixonados pela Igreja de Pedra e pela Cachoeira do Caracol (atração mais famosa da cidade).
Nos hospedamos em uma pousada que era uma gracinha e que ainda fica bem localizada (próxima ao Centro e a Rodoviária), a Pousada Villa Vecchia. O dono era super atencioso e as funcionárias simpaticíssimas e nos ajudaram muito com indicações na cidade. O preço não foi dos mais baratos, mas perto dos valores praticados na região saiu bem em conta.

Infelizmente os preços de hospedagem, alimentação e passeios nessa região são de amargar, mas procurando aqui e ali vc consegue economizar um pouco. Como estávamos sem carro fizemos quase todos os passeios a pé de ônibus de linha, o que ajudou muito no orçamento, pois as agências cobram pequenas fortunas para levar os turistas até as atrações.

Como acontece no interior, (e nós, da cidade grande, não conseguimos compreender) em Canela quase tudo fecha para a hora do almoço e a noite poucos restaurantes abrem! Então os nossos refúgios foram o Rodízio de Panquecas na rua principal que é muito bom e tem preço razoável e o Café Canela que fica pertinho da Igreja de Pedra e serve, sopas, lanches e pratos rápidos em um ambiente descolado de livraria e antiquário.

Na cidade também conhecemos a cervejaria do Farol que tem um belo mirante e serve uma cerveja amarga para o nosso padrão de pessoas que não bebem, mas vale a visita para admirar a vista (não é cobrado nada para visitar a torre do Farol.

A Cachoeira do Caracol é a melhor atração de Canela, por isso, dedicaremos o próximo post só para falar dela, confiram.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cânion Guartelá em Tibagi-PR

Esses tempos recebi um e-mail que mostrava umas fotos de um tal Cânion brasileiro que fica no Paraná, achei as fotos tão estranhas que decidi dar um Google para saber um pouco mais e descobrir duas coisas. A primeira é que as fotos eram de mentira, mostravam um lugar fora do Brasil e a segunda que, apesar das fotos serem falsas, sim existe um Cânion no Paraná! E aí começou a nossa viagem...

O Cânion Guartelá é o grande atrativo do Parque Estadual do Guartelá que fica entre as cidades de Tibagi e Castro, no Paraná. Fomos de carro até lá, pegando estradinhas interioranas para evitar a tão congestionada Regis e deu certo. Optamos por nos hospedar em Tibagi, uma minúscula cidade que vive essencialmente da agricultura que devastou quase toda a Mata Atlântica da região. Ficamos hospedados em uma Pousadinha economica chamada Alamanda, na praça central da cidade

Tibagi conta com uma estrutura razoável de hospedagem, mas no quesito alimentação ainda tem muito a melhorar. Na cidade só localizamos três restaurantes aceitáveis e um ainda só abria para o almoço! E não adianta espernear para o garçom, seu pedido vai demorar no mínimo uma hora para chegar e olha que não estou exagerando!

Ansiosos para conhecer os tais Cânions, acordamos cedo no primeiro dia, preparamos as mochilas e colocamos o pé na estrada. O Parque fica bem pertinho da cidade e tem entrada gratuita. Lá você tem apenas duas trilhas abertas ao público, optamos pela da cachoeira da Ponte que passa pelo que eles chamam de caldeirões (buracos alagados nas pedras do rio) e vai até um mirante em que se pode avistar a magnitude dos Cânions.

A trilha é leve, toda calçada e sinalizada para diminuir o impacto do turismo no parque. Infelizmente, não se pode chegar muito perto da cachoeira, mas a vista é impressionante. Os caldeirões são liberados para banho, mas como era um dia frio, resolvemos não experimentar.

Também visitamos duas cachoeiras lindas fora da área do Parque, mas em ambas foi necessário pagar entrada e não era permitido nadar. A foto abaixo é do Salto Santa Rosa

No dia seguinte optamos por fazer uma trilha fora da área do Parque, em uma área particular em que só é permitida a entrada com guia, a Trilha do Ermitão. A propriedade fica ao lado do parque e conta com formações rochosas impressionantes, parecidas com as que vimos nos Cânions do Parque. A trilha é leve, mas longa. Ela passar por mirantes, entra mata a dentro, eleva a uma pequena queda d’água no paredão e por fim a um imenso rio que corta a região do Guartelá. No retorno tomamos um típico café da região na casa da proprietária da área, foi uma delícia.

Conhecer mais essa beleza do Paraná foi renovador, nós recomendamos!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Final ou inicio da Rota das Emoções

Após passar por lugares maravilhosos como os Lençóis Maranhenses e Jericoacoara, chegamos a uma cidade grande e nada maravilhosa: Fortaleza.

Para fazer este percurso, pegamos uma jardineira em Jericoacoara e seguimos para Jijoca. De lá pegamos um ônibus direto para Fortaleza.

Em Fortaleza se inicia ou se termina a Rota das Emoções, talvez seja mais fácil se começar por lá, porque na Av. Beira Mar, próximo a praia de Iracema, existem muitas opções de agencias que fazem justamente este pacote. Além de outros roteiros para pontos turísticos do Ceará, como Canoa Quebrada, Cumbuco, Lagoinha, BeachPark entre outros.



Dica importante: não faça o passeio de 3 praias em 1 dia, isso e uma enganação que não tem tamanho. O pacote normalmente é para Praia do Morro Branco, Praia das Fontes e Canoa Quebrada. Primeiro que demora muito para chegar na primeira praia e ao chegar se você quiser ver alguma coisa terá que pagar a parte por um passeio de Bug, caso vc não queira ir de Bug, você não terá acesso a Praia das Fontes. Depois disso, chega-se a Canoa Quebrada, lá pelas 14hs. Aí só dá tempo de almoçar e dar uma volta, pois logo é preciso voltar. Conclusão, não vale a pena, afinal você não aproveita nenhuma das "3 praias" do passeio.

Na Av. Beira Mar, existem vários restaurantes, para todos os gostos e bolsos... Se você ainda não conhece, experimente o Bebelu, que é uma lanchonete nordestina muito boa mesmo, com lanches deliciosos.

Além dos restaurantes, no Beira Mar, tem uma feirinha de artesanato com muitas quinquilharias e lembrancinhas para todos os gostos, com preços na média.

Bem, nem pense em ir nas praias do Centro, pois se você olhar bem, nem mesmo no maior calor o pessoal entra na água, basta apenas uma volta pela "areia" para entender o porquê. Há muita sujeira e a água esta poluída.

Já que você esta em Fortaleza não perca a oportunidade conhecer o BeachPark, este e um passeio caro, mas que vale a pena, isso para quem gosta de parque aquático... Vá no toboágua chamado INSANO, mas não pense muito antes de ir....

Ficamos hospedados em uma pousada péssima, chamada Villa Maia, que um promotor divulgou na saída da jardineira ainda em Jeri. Não caia nessa, o lugar é barato, mas muito ruim.

Este foi o nosso último destino na Rota das Emoções. Foi uma viagem maravilhosa de 15 dias por lugares incríveis, com direito a muitas aventuras e surpresas. Nós recomendamos! (veja todos os detalhes nos posts anteriores).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A charmosa Jericoacoara

Chegar a pequena Jericoacoara, no Ceará, já não foi tão difícil. Pegamos um ônibus de Parnaíba, no Piauí, até Camocim e de lá fizemos amizade com um casal muito bacana e rachamos um bugue para nos levar até a Vila de Jericoacoara.

Nóis no BUG
No caminho conhecemos algumas praias e a maravilhosa lagoa de Tatajuba! Ah por mim eu ficava o resto do dia ali na redinha, dentro daquela água azul e fresquinha. Conhecemos outras lindas lagoas da região, todas calmas e azuis, mas me apaixonei por Tatajuba. No dia que fomos lá estava bem vazia, não sei se é sempre assim, mas deu para curtir muito. 
Tatajuba

Em Jericoacoara nos hospedamos na Pousada Atlântis que ganhou nosso selo de boa e barata. A Pousada era bem charmosa, com um jardim lindo. Os quartos eram simples, mas bem limpos e as pessoas muito receptivas e prestativas.

A vilinha de Jeri (para os íntimos) é um verdadeiro chame, principalmente quando escurece. As ruas são de areia e não tem iluminação, então à noite os restaurantes acendem lanternas e velas que dão um clima todo especial para o lugar. Um passeio a pé nesse lugar é uma experiência única e a praia a noite também fica incrível.

Vila de Jericoacoara
Um lugar bom e barato que descobrimos para comer foi o Cantinho da Pizza e do Krepe, que serve uns krepes deliciosos e caprichados, mas atenção! Não aceita cartão! Inclusive isso é um ponto importante, em Jeri não tem bancos ou caixas eletrônicos, a maioria dos lugares aceita cartão, mas é melhor ir preparado para não passar aperto.

Como não podemos deixar de fazer o tradicional, fomos conhecer a famosa pedra furada, e foi uma decepção. Não que não seja bonita, mas também não tem nada de mais. Acho que Jeri tem outros lugares muito mais interessantes que esse.

Pedra Furada
 Também fomos conferir um por do sol, na duna do por-do-sol, e é simplesmente lindo ver o sol sumir naquele azul do mar. Não deixe de fazer isso se for lá um dia. Nós, inclusive, pretendemos voltar lá mais uma vez em nossa passagem aqui pela terra, e olha que não é qualquer lugar que entra nessa lista de lugares que ainda queremos voltar! Realmente foi apaixonante!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Aventura ao Delta do Parnaíba


Ir de Barreirinhas (Maranhão) para Paraíba (Piauí) foi uma um grande aventura. Apesar de fazer parte da tal rota das emoções, não existe um ônibus de rodoviária que faça o trecho, a não ser que você volte para São Luiz e de lá pegue um ônibus que vai demorar muitas horas até chegar no Piauí.
Como descobrimos isso já quando estávamos em Barreirinhas, resolvemos perguntar pela cidade para ver se encontrávamos alguma alternativa. E conseguimos, descobrimos os tais “carros de linha”.

O “carro de linha” é uma caminhonete toyota adaptada com uns bancos na carroceria. Devem caber umas 12 pessoas. Os donos desses carros fazem trajetos entre as cidades próximas por caminhos que são quase trilhas de areião no meio da mata.

E lá fomos nós, às 8h em frente ao Banco do Brasil em Barreirinhas pegamos o primeiro carro de linha que, por quinze reais, nos levou até uma cidade chamada Paulinho Neves. Fomos deixados em frente a um restaurante em que às 12h outro de carro de linha passaria por ali e poderia nos levar até uma outra cidade tb no Maranhão chamada Tutóia, por dez reais.

Em Tutóia fomos deixados na rodoviária da cidade, pois às 14h teria um ônibus direto para a cidade de Parnaíba, no Piauí. Este foi o único trecho agradável da viagem, pois o sacolejo dos carros de linha no areião é cruel! Mas apesar disso a viagem foi interessante, pois passamos por muitos trechos de áreas rurais, vilarejos e também de mata. Pudemos observar mulheres lavando roupas no rio ou bordando na varanda, homens cuidando da criação ou tecendo redes de pesca, cenas bem incomuns nos dias de hoje. E enfim, chegamos a Paranaíba, às 16h30 mortos de cansaço.

Ao contrário de Barreirinhas, Parnaíba não é uma cidade pequena que vive do turismo. Ela é considerada a segunda maior cidade do Piauí em população e se destaca economicamente com a produção da cera de carnaúba.

Lá ficamos hospedados no Residencial Pousada, que foi uma opção boa e barata, pois era bem limpa e bem localizada. Entretanto, poderia ser chamada de pousada do silencio, isso porque os donos não falavam nada mais do que o estritamente necessário e descobrir os atrativos da cidade através deles foi uma missão quase impossível.


No dia seguinte fizemos o passeio ao Delta do Paranaíba, que é um fenômeno da natureza único nas Américas. Nesse passeio de barco pudemos observar dunas e mangues, várias espécies de caranguejos, pássaros, macacos e também pescadores tradicionais extraindo o caranguejo dos mangues, o camarão do rio etc.


Além disso, fizemos uma parada em uma ilha em que de um lado você podia tomar banho em um mar salgado e azulzinho e do outro no rio Parnaíba de água doce, isso a com poucos metros de distância.


O passeio foi excelente e inesquecível, mas uma dica: se você for fazer esse mesmo passeio agende com antecedência nas agencias da cidade, pois na baixa temporada e nos dias de semana eles têm dificuldade para formar grupos e você acaba tendo que pagar uma grana para alugar uma lancha.

A noite fomos experimentar o prato mais famoso da cidade: a caranguejada. Na av. Beira Rio tem diversos restaurantes em que você pode provar o famoso caranguejo a preços muito bons.

No dia seguinte acordamos cedo para continuar a nossa viagem pela rota das emoções. O próximo destino? A paradisíaca Jericoacoa no Ceará. Confira no próximo post!


sábado, 2 de outubro de 2010

Lençóis Maranhenses

Barreirinhas é conhecida como a cidade portal dos Lençóis Maranhenses, isso porque a cidade fica bem próxima ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, uma área de preservação ambiental.
A cidade é uma gracinha, minúscula e muito pacata. Lá as pessoas ainda se sentam na porta para olhar o movimento e a maior parte das ruas é de terras. Os lençóis são incríveis, lindo de mais e muito diferente das paisagens que já vimos.

Ficamos em uma pousada chamada Vitória do Lopez, que por sinal não recomendo. O preço é bom, mas o atendimento é péssimo, os quartos são ruins e o café da manhã só tem pão com manteiga e olhe lá. Sei que quando a pousada é baratinha não dá para esperar muita coisa, mas nessas nossas viagens já ficamos em tantas pousadinhas baratas que eram ótimas mesmo sendo bem simples, então sempre temos a expectativa de encontrar um lugar gostoso.

O primeiro passeio que fizemos aos Lençóis foi até a Lagoa Bonita, que por sinal, bonita é pouco, ela é linda. É só subir uma duna de areia que ela já aparece linda, azul e te convidando para um mergulho. E olha que as lagoas são formadas pela água da chuva! A paisagem é algo surreal, aquela imensidão de areia branquinha e aquela lagoa azulzinha ali no meio é incrível! Ficamos deslumbrados! E a lagoa ainda estava cheia de peixinhos!


O transporte até o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é feito pelas agencias em caminhonetes Toyotas adaptadas com bancos na traseira. O areião da estrada é bravo, então se você costuma enjoar com balanços tome Dramin antes de sair para não fazer feio.


O outro passeio que fizemos aos lençóis foi por um outro lado até chegar a uma série de lagoas com nomes como Lagoa da Preguiça, do Coração, do Peixe, da Paz etc. Todas muito lindas, mas algumas estavam meio rasas por conta da época do ano, mas deu para curtir um mergulho em quase todas. Um aviso aos navegantes, o sol nos lençóis é infinitamente forte, mas realmente muito forte e no meio daquelas dunas você não tem onde se abrigar, então leve ao boné, chapéu, protetor solar e vá de camiseta para proteger as costas e os ombros, porque o sol lá não é brincadeira.



Também conhecemos a Praia de Camburé em um longo passeio de barco que incluiu uma parada no que eles chamam de pequenos lençóis, que são um conjunto de dunas menores, sem lagoas e de areias amareladas. Camburé é uma praia linda, quase deserta, de mar azul e forte. Realmente vale a visita e o passeio de barco é uma delícia, mas prepare o bolso! Nessa praia é feita uma parada para o almoço, pois tem alguns restaurantes que são caríssimos, se você não quer deixar todo o seu dinheiro lá leve um lanche e faça um piquenique na praia.

Falando em comida, em Barreirinhas, descobrimos uma lanchonete deliciosa e baratinha, chamada Suculenta, na rua principal. Lá as donas servem lanches e refeições rápidas por um preço ínfimo. E ainda tem sucos naturais de frutas da região e coca-cola de garrafinha! O suco de Bacuri foi minha grande descoberta, tomei até enjoar.

No Beira Rio tem vários restaurantes gostosos também. E lá resolvemos provar a tal Peixada Maranhense, um prato bem típico da região feito com pescada amarela, legumes, ovos e leite de coco. É uma delícia!
 
Depois de quatro dias resolvemos, com muita dor no coração, deixar barreirinhas e rumar para o Delta do Parnaíba, também conhecido como Delta da Américas. No próximo post conto como foi a nossa aventura para chegar ao Piauí.

Conhecer Barreirinhas e os Lençóis Maranhenses foram um dos pontos mais altos da nossa viagem pela Rotas das Emoções e deixaram muita saudades. Foi simplesmente uma experiência incrível!