No último feriado, decidimos encima da hora aproveitar para conhecer o famoso Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira – PETAR, que fica na cidade de Iporanga-SP. Não planejamos nada, simplesmente pegamos o carro e fomos!
E como acontece em toda viagem feita sem planejamento, um monte de coisas deram errado, a começar pelo caminho. Pegamos a Castelo ao invés da Regis e tivemos que passar por Apiaí e pegar a estrada de terra para chegar a Iporanga, mas no final deu tudo certo. Chegamos à cidade e encontramos uma Pousadinha boa e barata para ficar, a Casa de Pedra.
Para encontrá-la é só seguir as placas que tem pela cidade, foi assim que agente achou. Ela fica perto da praça da igreja matriz. A proprietária é uma pessoa muito simpática e tem dois ladradores lindos. As instalações são boas e o preço também, além do que, à noite eles servem um jantar muito gostoso e barato.
No dia seguinte pegamos o carro e fomos ate o núcleo Santana, do Parque. Lá contratamos um guia, que é um item obrigatório para entrar no Parque, e fomos conhecer as cavernas Santana, Couto e Morro Preto. Elas ficam praticamente na entrada do Parque e são muito interessantes.
| Caverna Santana |
| Caverna Couto |
Não aconselhamos pegar guias na porta do Parque como fizemos, por pura falta de conhecimento. Eles cobram muito mais caro pelo acompanhamento, que os guias da cidade e são cheios de artimanhas para te enganar e tirar mais dinheiro de você.
No segundo dia, pegamos uma indicação de um guia legal e honesto com a dona da Pousada e fomos conhecer o Portal da Caverna Casa de Pedra. A trilha é tranqüila e muito gostosa e o visual incrível, eu recomendo!
Iporanga é uma cidade pequena e dispõe de poucos lugares para comer, então além da comida da pousada, provamos um restaurante novo que fica em frente a igreja. Ele oferece pratos mais requintados, mas é bem saboroso e tem comida vegetaria! Mas o preço é bem salgado, então não da para se animar muito.
Em breve, pretendemos voltar ao PETAR, quando o tempo estiver mais quente, para conhecer a caverna da Água Suja e outras atrações do lugar, porque essa visita nos deixou com gostinho de quero mais.
Fizemos neste dia a trilha mais fácil, por cima do Cânion. Uma trilha simples de duração de 3 a 4 horas, passando pelo entorno das formações, mas mesmo não sendo a trilha que gostaríamos de fazer (pois preferíamos a por dentro do Cânion), a visão de um lugar tão maravilhoso e imenso valeu a viajem!
Não querendo fazer esta descida, você ainda se pode ver a cachoeira por dois mirantes, um encima de uma torre ao custo de R$ 5 por pessoa, e outro grátis um pouco depois das escadas em uma plataforma de madeira.


A trilha é leve, toda calçada e sinalizada para diminuir o impacto do turismo no parque. Infelizmente, não se pode chegar muito perto da cachoeira, mas a vista é impressionante. Os caldeirões são liberados para banho, mas como era um dia frio, resolvemos não experimentar.
No dia seguinte optamos por fazer uma trilha fora da área do Parque, em uma área particular em que só é permitida a entrada com guia, a Trilha do Ermitão. A propriedade fica ao lado do parque e conta com formações rochosas impressionantes, parecidas com as que vimos nos Cânions do Parque. A trilha é leve, mas longa. Ela passar por mirantes, entra mata a dentro, eleva a uma pequena queda d’água no paredão e por fim a um imenso rio que corta a região do Guartelá. No retorno tomamos um típico café da região na casa da proprietária da área, foi uma delícia.
